Em entrevista ao programa Conexão Cultura, da TV Câmara de Campinas, o músico e professor Jairo Silveira, regente dos corais infantil e adulto do projeto Oficinas de Música Caipira, falou um pouco do impacto positivo do projeto sobre os participantes, e também como iniciativa de preservação cultural.
Silveira afirmou que a escolha pelo canto em grupo parte da compreensão de que o coral é uma ferramenta potente de aproximação com a comunidade e muito útil para iniciantes na área musical.
A entrevista foi gravada no dia 14 de maio, na Escola Estadual Francisco Barreto Leme, e contou com a participação de alguns alunos, cantando e tocando.
Criado em 2017, o projeto funciona numa escola da zona rural do distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, por isso, o repertório dialoga diretamente com a vivência dos alunos. Ao levar a música caipira para dentro da sala de aula, o aprendizado escolar se conecta ao ambiente doméstico, criando um ponto de reconhecimento imediato entre os estudantes. “Quando o projeto chegou, eles começaram a cantar as músicas que já ouviam em casa. Há uma familiaridade total com o assunto, o que motiva muito e agrega valor dentro da própria família”, afirmou o regente, ao destacar ainda apresentações que reúnem diferentes gerações, como netos se apresentando para avós.
Mais do que uma atividade artística, o canto coral é apresentado como um processo de formação integral. Segundo Silveira, a prática exige autoconhecimento corporal, envolvendo desde técnicas de respiração e apoio do diafragma até a projeção vocal, associada à chamada “caixa de ressonância” do rosto. O trabalho, nesse sentido, ultrapassa o campo do entretenimento e se aproxima de um laboratório de desenvolvimento humano.
Além do coral, o projeto Oficinas de Música Caipira oferece aulas gratuitas de viola caipira, violão e musicalização na Escola Estadual Francisco Barreto Leme. As atividades acontecem no contraturno escolar e são destinadas aos estudantes da unidade. Já o coral adulto, com mais de 30 integrantes, é aberto ao público e não exige experiência musical prévia.
A iniciativa é da Kalithéa, empresa do grupo Direção Cultura, que atua há 25 anos com projetos culturais, sociais e esportivos. O projeto conta ainda com patrocínio da Aviagen, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Confira a entrevista completa, que começa por volta dos 18 minutos:
