O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 (ODS 1), parte da Agenda 2030 da ONU, prevê a erradicação da pobreza em todas as suas formas. A proposta não se limita à pobreza extrema, mas também olha para problemas que estão por trás dela, como a falta de renda suficiente, o acesso desigual a serviços básicos e a maior vulnerabilidade de pessoas diante de crises econômicas, ambientais e sociais.
A ideia central do ODS 1 é que a pobreza não pode ser vista apenas como uma situação individual. Ela está ligada a fatores estruturais e, por isso, precisa de ações conjuntas entre governos, organizações e sociedade civil. Entre as metas estão ampliar a proteção social, garantir mais igualdade no acesso a recursos e fortalecer políticas públicas que reduzam desigualdades e ampliem oportunidades.
Nesse cenário, projetos sociais, culturais e esportivos ganham importância por atuarem diretamente na inclusão e na prevenção da vulnerabilidade social.
Um exemplo é o projeto Mãos Empoderadas, que incentiva o empreendedorismo feminino e a autonomia financeira. A proposta reúne artesãs em encontros de troca de experiências, técnicas e criação, além de estimular a geração de renda. O projeto também abre espaço para conversas sobre o papel da mulher na sociedade e busca fortalecer o trabalho artesanal em um contexto cada vez mais digital.
Já o Instituto Criar, em São Paulo, trabalha com formação de jovens em situação de vulnerabilidade social por meio do audiovisual. Com cursos, oficinas e estágios, a instituição usa o cinema e a tecnologia como ferramentas de aprendizado e inserção profissional, ajudando a abrir caminhos no mercado de trabalho. Dentro desse trabalho, o projeto “Luz, Câmera e Ação Cultural”, aprovado pela Lei Rouanet, reforça a continuidade das ações de formação e incentivo à produção artística, mantendo o foco no desenvolvimento de novas gerações.
Outro destaque é o Jovem Mundo do Trabalho, do Projeto Quixote, que atua no desenvolvimento de habilidades importantes para adolescentes em situação de vulnerabilidade. A iniciativa busca fortalecer o protagonismo juvenil e facilitar a entrada desses jovens no mercado de trabalho.
O uso das leis de incentivo não gera custos para a empresa e representa uma forma estratégica e vantajosa de ampliar ações de responsabilidade social, fortalecendo a expansão e manutenção do projeto.
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