Em 2026, o Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes eventos do setor no país, homenageou Marcos Caruso pelos 54 anos de carreira. Aos 74 anos, o ator, dramaturgo e diretor teve sua trajetória celebrada numa ocasião que também permite revisitar uma de suas obras mais conhecidas: “Trair e Coçar é Só Começar”.
Caruso escreveu a peça em 1979, aos 27 anos. O texto, porém, só saiu da gaveta seis anos depois, quando estreou, em 1986. Desde então, a comédia tornou-se um dos grandes sucessos do teatro brasileiro.
A trama parte de uma suspeita de traição que desencadeia uma série de equívocos. Três casais, um padre, um vendedor de joias e a empregada Olímpia formam o núcleo da história. No centro da confusão está Olímpia, que percebe a desconfiança entre os personagens e passa a tirar proveito da situação. O mal-entendido vira o principal recurso para conduzir a narrativa. Cada tentativa de esclarecer as suspeitas acaba por criar novos conflitos, mantendo os personagens envolvidos numa sequência de situações cômicas.
O sucesso levou o espetáculo ao Guinness Book nas edições de 1994, 1995, 1996 e 1997, pelo recorde de mais longa temporada ininterrupta em cartaz do teatro nacional. Em 2005, a montagem recebeu o Prémio Quality Cultural e também foi apresentada no Teatro Colony, em Miami, nos Estados Unidos.
A história do espetáculo foi registrada no livro “25 Anos + Um – A História de Sucesso de Trair e Coçar é Só Começar”, do jornalista João Nunes, que reúne relatos de Caruso, atores, diretores, produtores e outros profissionais envolvidos na montagem.
Quatro décadas após a estreia, “Trair e Coçar é Só Começar” virou um novo projeto, para montagem e circulação de uma produção comemorativa dos seus 40 anos, sob supervisão artística do próprio autor, Marcos Caruso.
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