Comemorado anualmente em 15 de janeiro, o Dia Mundial do Compositor homenageia os profissionais responsáveis por criar, escrever e dar forma às músicas que atravessam gerações. A data surgiu no México, em 1945, a partir da fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México (SACM), tornando-se um marco internacional de valorização do trabalho criativo na música.
De nomes consagrados a novos talentos, a celebração reforça a importância dos compositores para a cultura e para a economia criativa. No âmbito dos projetos culturais disponíveis para apoio por meio de incentivos fiscais, diversas iniciativas do nosso portfólio se dedicam a preservar e difundir a arte musical, reconhecendo o papel central dos criadores.
Em alusão à data, ganha destaque o projeto “Domingo no Parque – O Musical”, um espetáculo genuinamente brasileiro, com 90% do elenco e da equipe formados por artistas negros. Ambientado no início da década de 1970, em Salvador, o musical tem como pano de fundo o contexto sociopolítico da época, entrelaçando música, história e identidade cultural.
A autoria e direção do espetáculo é de Alexandre Reinecke, que planeja levar a obra aos palcos há 30 anos. A história é inspirada na canção ‘Domingo no Parque’, título de uma importante canção de Gilberto Gil, que se tornou um marco do movimento cultural tropicalista.
Os protagonistas da história, o feirante José (Alan Rocha), o operário da construção civil João (Guilherme Silva) e Juliana (Rebeca Jamir), vivem uma trama marcada por amor, fé, abordada a partir das religiões de matriz afro-brasileira, morte, política e traição, traduzindo em cena a complexidade humana e social que também ecoa nas canções.
O espetáculo é um musical com 20 canções, em sua maioria conhecidas do grande público, sendo seis compostas exclusivamente para a montagem. O repertório inclui obras de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Peninha, Jorge Ben Jor e Carlos Lyra, que funcionam como fio condutor da narrativa e evidenciam aspectos centrais da cultura brasileira e das influências negras na sociedade, como hábitos, danças, religiões, arranjos musicais, vestimentas, culinária e, sobretudo, a capoeira, elo simbólico entre os três personagens centrais.
Sob direção musical de Bem Gil, entram em cena canções como Roda (1966), Preciso aprender a só ser (1973), Pessoa nefasta (1984) e Cálice (1973), parceria de Gilberto Gil com Chico Buarque. A trilha sonora inclui ainda o samba Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho, 1958), gravado por Gil, além de temas de outros compositores, sempre tendo a obra de Gilberto Gil como eixo principal.
A estreia aconteceu no dia 03 de janeiro, e o espetáculo segue em cartaz até fevereiro no Teatro Claro, em São Paulo.
A circulação da peça pode ser impulsionada por empresas que utilizam leis de incentivo, sem custos. Entre em contato com a Direção Cultura para saber mais.
Para conferir notícias sobre o espetáculo, você pode acessar grandes veículos nacionais, como a Folha de S. Paulo ou o portal G1.